Mulher, alvo de Operação do GAECO que estava foragida, é presa na Bahia

Um dos alvos da sexta fase da “Operação Gênesis”, deflagrada no dia 23/02/2022, com o objetivo de cumprir sete mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão em Fortaleza, Jéssica Andrade da Silva, de 28 anos, foi presa na quarta-feira (22/06/2022), em Salvador, Bahia. Após investigação e denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), o mandado de prisão preventiva contra Jéssica Andrade da Silva e mais seis componentes de uma organização criminosa foi expedido pela Vara de Delitos de Organização Criminosa de Fortaleza.

Suspeita de chefiar uma organização criminosa no Ceará, com atuação preponderante na região do bairro Jangurussu, Jéssica Andrade da Silva teria assumido o papel de comando do grupo após a prisão do namorado dela, Vicente Antônio de Freitas Filho, um dos chefes de uma organização criminosa no estado. Conhecido como “Vicente Peru”, ele foi preso em 2016, em Goiás, e está numa unidade prisional federal. Foragida e com a ascensão no mundo do crime, Jéssica ostentava uma vida de luxo nas redes sociais.

Os mandados da “Operação Gênesis” foram cumpridos com apoio da Coordenadoria de Planejamento Operacional (COPOL), da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado (SSPDS), e da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado (SAP). A recente prisão dela contou com a participação da Coordenadoria de Inteligência (Coin) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS), da Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) e Polícia Civil da Bahia (PC-BA).

O grupo criminoso foi denunciado por envolvimento em tráfico de drogas ilícitas, comercialização ilegal de arma de fogo, roubo de veículos, além da prática de homicídios. Os alvos foram denunciados à Justiça pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico. De acordo com as investigações, após a transferência de “Vicente Peru” para o Sistema Penitenciário Federal em 2017, Jéssica passou a exercer funções do chefe no grupo, com amplo conhecimento dos negócios ilícitos do ex-companheiro.