Um relatório elaborado com base em modelos de inteligência artificial acendeu um alerta para a advocacia generalista no cenário projetado para 2026. O estudo, que cruzou dados de empregabilidade, evolução tecnológica e demanda por habilidades, indica que profissionais sem especialização ou domínio de ferramentas digitais tendem a enfrentar maior dificuldade de inserção e crescimento no mercado.
Segundo a análise, o avanço da automação e da inteligência artificial não elimina profissões de forma imediata, mas modifica profundamente suas rotinas. No Direito, tarefas repetitivas, pesquisas padronizadas, elaboração de peças básicas e análises documentais vêm sendo gradualmente otimizadas por softwares jurídicos e sistemas inteligentes.
O relatório aponta que o mercado jurídico passa por um processo de segmentação e especialização. Áreas como direito digital, proteção de dados, compliance e regulação tecnológica estão em expansão, enquanto a atuação ampla e sem diferenciação perde competitividade.
Além da advocacia, o estudo menciona outras áreas sob pressão, como funções administrativas tradicionais sem formação digital, contabilidade operacional básica, jornalismo impresso sem atuação multimídia e docência sem integração tecnológica.
Os pesquisadores ressaltam que o objetivo não é desestimular a carreira jurídica, mas reforçar a necessidade de atualização constante. Formação continuada, domínio de tecnologia e especialização em nichos estratégicos passam a ser fatores decisivos para manter a empregabilidade.
A conclusão é direta: no mercado projetado para os próximos anos, adaptar-se deixou de ser diferencial e tornou-se requisito essencial.
