| Eixo de análise | Herbet Gonçalves Santos<br>(PGJ – biênio 2026–2027) | Haley Carvalho<br>(atual PGJ) |
|---|---|---|
| Origem institucional | Promotoria de Justiça de Combate às Organizações Criminosas | Atuação predominantemente voltada à gestão institucional e administrativa |
| Perfil de atuação | Estratégico, com ênfase em inteligência e ações estruturadas | Institucional, focado em estabilidade e continuidade |
| Agenda prioritária | Enfrentamento ao crime organizado e fortalecimento da atuação finalística | Consolidação administrativa e organização interna do MP |
| Relação com os Poderes | Tendência a diálogo político ampliado, com preservação da autonomia | Relação institucional mais cautelosa e protocolar |
| Experiência associativa | Presidente da ACMP (2021–2025), com forte articulação interna | Atuação mais concentrada na chefia institucional |
| Projeção nacional | Atuação no CNPCP e colaboração com o CNMP | Presença institucional mais discreta no cenário nacional |
| Estilo de gestão | Planejamento estratégico e foco em resultados | Gestão voltada à continuidade e à estabilidade |
| Leitura política | Sinaliza mudança de ritmo e maior protagonismo público | Representa um ciclo de transição e organização interna |
Leitura editorial
A comparação entre os perfis evidencia uma transição de modelo de gestão no Ministério Público do Ceará. Enquanto a atual administração priorizou estabilidade e consolidação interna, a escolha de Herbet Gonçalves Santos projeta uma fase mais assertiva, com maior presença no debate público e atuação estratégica em temas sensíveis, especialmente segurança pública.
No plano político, a mudança indica expectativa de maior protagonismo institucional, sem ruptura, mas com reorientação de prioridades e estilo.
