A corrida pela Inteligência Artificial (IA) no setor jurídico global será vencida por quem adotar uma estratégia clara e ação coordenada, e não apenas por quem possui a tecnologia. Um novo relatório da Thomson Reuters revela que a maioria das organizações jurídicas está ficando para trás: apenas 22% possuem um plano estruturado de adoção da IA. Este dado é crucial para o público, pois mostra que o maior impacto da IA não está em ferramentas isoladas, mas na qualidade do serviço prestado. Escritórios com planejamento definido têm o dobro de chances de aumentar sua receita e são 3,5 vezes mais propensos a colher benefícios reais, como maior agilidade processual e maior precisão na análise de riscos para o cliente. O uso pontual da IA, restrito a ferramentas de busca ou automação simples, não é mais suficiente para garantir um serviço competitivo, colocando em risco a própria competitividade do escritório.
Para o escritório Lessa & Lima Associados, os dados da pesquisa reforçam a urgência de um posicionamento proativo com foco total no serviço ao cliente. “A IA não deve ser tratada como um aplicativo de apoio, mas como uma reconfiguração completa dos fluxos de trabalho para entregar mais valor e previsibilidade ao cliente”, destaca a especialista Gabrielly Lessa da Lessa & Lima Associados. Essa reconfiguração impacta diretamente a experiência do cliente. Por exemplo, um escritório com estratégia de IA consegue usar sistemas inteligentes para analisar milhares de decisões judiciais em minutos, identificando tendências de julgamento para moldar a estratégia de defesa de um caso, oferecendo uma consultoria muito mais robusta e prognóstica. A falta de estratégia, por outro lado, limita o escritório a apenas usar a IA em tarefas mecânicas, perdendo a oportunidade de otimizar a produtividade e reduzir os custos e o tempo do cliente.
Essa visão se alinha ao alerta de Steve Hasker, CEO da Thomson Reuters, de que o “trabalho jurídico está sendo moldado pela IA” e que escritórios sem adaptação correm o risco de “ficar para trás”, uma vez que o mercado está entrando em uma fase de consolidação da inovação. Segundo Gabrielly, a principal barreira hoje não é tecnológica, mas cultural e de gestão. “O que separa os 22% de sucesso dos demais é a disposição em integrar a IA nas operações centrais. Escritórios que enxergam a ferramenta como uma mera despesa, e não como um investimento estratégico que gera valor, serão superados rapidamente”, conclui. O Brasil, assim como o resto do mundo, está assistindo a essa transformação, e a adoção estratégica é o único caminho para desbloquear o potencial de valorização do serviço jurídico.
Fonte – Lessa & Lima Associados – Capuchino Press
