Com o início do período para a entrega do Imposto de Renda, cresce a atenção dos contribuintes para evitar inconsistências que possam levar à malha fina. Rejanny Monteiro, coordenadora do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Anhanguera alerta que erros simples, muitas vezes cometidos por falta de informação ou descuido, podem acionar mecanismos de fiscalização da Receita Federal.

“A Receita cruza automaticamente uma grande quantidade de dados, como rendimentos, despesas, bens e movimentações financeiras, e qualquer  inconsistência pode levar à retenção da declaração, atrasar a restituição e até gerar multas ou cobranças adicionais. Além do impacto financeiro, o contribuinte pode precisar apresentar documentos comprobatórios e enfrentar um processo mais burocrático e demorado para regularizar a situação. Por isso, preencher a declaração com atenção, conferir todas as informações e manter os comprovantes organizados é essencial para evitar problemas futuros”, salienta a especialista.

A seguir, ela destaca os 10 erros mais comuns que podem resultar em investigação:

1. Omissão de rendimentos: deixar de declarar qualquer fonte de renda, seja salário, aluguel, trabalhos autônomos ou rendimentos no exterior, é um dos principais motivos de retenção.

2. Divergência de valores informados por terceiros: empresas, bancos e instituições financeiras também enviam dados à Receita. Qualquer inconsistência entre essas informações e a declaração do contribuinte pode gerar alerta.

3. Despesas médicas sem comprovação: deduzir valores elevados ou inconsistentes com a renda, sem documentação adequada, é um erro frequentemente identificado.

4. Inclusão indevida de dependentes: declarar dependentes que já constam em outra declaração ou que não atendem aos critérios legais pode resultar em problemas.

5. Erros em rendimentos isentos: mesmo rendimentos não tributáveis, como indenizações ou doações, devem ser informados corretamente.

6. Falta de declaração de investimentos: aplicações financeiras, ações e criptoativos devem ser declarados, independentemente de lucro.

7. Informações incorretas sobre bens: dados inconsistentes sobre imóveis, veículos ou outros bens como valores ou datas podem levantar suspeitas.

8. Atualização indevida de valores de bens: corrigir valores de imóveis sem justificativa legal, como reforma comprovada, é considerado erro.

9. Doações não declaradas corretamente: tanto quem doa quanto quem recebe deve informar os valores, respeitando as regras fiscais.

10. Erros de digitação e preenchimento: informações simples, como CPF incorreto ou valores digitados errados, também podem gerar inconsistências.A recomendação da contadora Rejanny é revisar cuidadosamente todas as informações antes do envio, guardar comprovantes por pelo menos cinco anos e, em caso de dúvidas, buscar orientação profissional. “Evitar esses erros não apenas reduz o risco de cair na malha fina, mas também garante maior tranquilidade ao contribuinte durante o período de análise da Receita Federal”, conclui.

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