O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) emitiu um novo memorando que endurece a análise de pedidos de ajuste de status, impactando diretamente estrangeiros — especialmente brasileiros — que entram no país com visto de turismo (B-2) e tentam obter a residência permanente (Green Card) sem retornar ao país de origem.
A nova diretriz amplia o poder discricionário dos agentes de imigração para avaliar a “intenção migratória” do solicitante no momento de sua entrada no território americano. Se a autoridade entender que houve inconsistência ou mudança repentina de planos entre o motivo alegado para a entrada (lazer) e a petição de residência, o pedido poderá ser sumariamente negado.
Especialistas em direito internacional apontam que a medida visa coibir estratégias consideradas oportunistas. Embora a legislação migratória não tenha sido alterada, o padrão operacional de fiscalização tornou-se muito mais rigoroso e amparado por cruzamentos de dados sofisticados. Em contrapartida, processos estruturados por vias consulares ou categorias profissionais e de investimento (como EB-2 NIW, EB-5, L-1 e E-2) continuam sendo opções mais seguras e recomendadas, reforçando a importância de um planejamento migratório prévio e consistente ainda no Brasil.
