Evento reúne membros do MP, Judiciário e forças de segurança para debater novas agendas e respostas institucionais, no auditório da PGJ.

O Ministério Público do Ceará (MPCE) realizou na manhã desta sexta-feira (29/05) o Seminário Nacional “Criminalidade Organizada e Sistema de Justiça: Novas agendas e respostas institucionais”. O evento ocorreu no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), em Fortaleza, das 8h30 às 12h, voltado para membros do MP, magistrados, assessores e integrantes das forças de segurança.

A programação reúniu especialistas de referência nacional para debater os desafios enfrentados pelo sistema de justiça diante da evolução das organizações criminosas no Brasil. Temas como investigação financeira, cooperação interinstitucional, novas tecnologias de persecução penal, atuação do MP no enfrentamento a facções e mecanismos de proteção a agentes da lei estão na pauta.

O Ceará, que nos últimos anos enfrentou uma escalada de violência ligada a disputas entre facções, tornou-se um dos laboratórios institucionais de estratégias de enfrentamento ao crime organizado. O seminário ocorre em um momento de rearticulação das forças de segurança estaduais, com a nomeação de 100 novos delegados e 750 policiais civis anunciada pelo governador Elmano de Freitas em abril.

A iniciativa foi conduzida pelo procurador-geral de Justiça, Herbet Gonçalves Santos, nomeado para o biênio 2026-2027, que tem colocado o enfrentamento ao crime organizado como uma das prioridades de sua gestão. Participaram  membros do MPCE, procuradores de Justiça, promotores com atuação criminal e representantes do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Para a advocacia criminal, o seminário tem relevância direta: os debates e as conclusões do evento podem influenciar as diretrizes de atuação do MP nas investigações e persecuções penais em curso no estado, impactando desde a fase inquisitorial até a execução penal.

O evento também marou a retomada de eventos presenciais de grande porte na PGJ, após o período de restrições da pandemia, e reforça o protagonismo do MPCE na articulação nacional de respostas institucionais ao crime organizado.

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