Movimento reúne juristas, médicos, professores e outros profissionais para preservar a memória no Cemitério São João Batista, em Fortaleza
Um grupo formado por advogados, magistrados, defensores públicos, procuradores, médicos, professores universitários, militares e profissionais de diversas áreas criou a Aliança pela Memória dos Mortos, movimento que pretende promover ações voltadas à preservação do patrimônio histórico, da memória e do respeito às pessoas sepultadas no Cemitério São João Batista, em Fortaleza.
Na segunda reunião do grupo, realizada na sede da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Ceará (OAB-CE), foi anunciada a autorização da Santa Casa de Misericórdia para a realização de um grande mutirão de limpeza no cemitério, previsto para o mês de novembro, em data que ainda será definida.
Segundo os organizadores, o trabalho deverá ocorrer durante dois dias e contará com planejamento logístico, contratação de empresa especializada para coordenar os serviços, treinamento dos participantes e utilização de voluntários. Também será necessária a aquisição de equipamentos e materiais para execução da limpeza.
Como parte da organização do projeto, foi criada uma conta específica para receber contribuições destinadas ao custeio da operação. Os recursos arrecadados serão utilizados na contratação da equipe responsável pela logística e na compra dos materiais necessários.
O movimento também pretende promover, no mês de outubro, um painel reunindo especialistas para discutir temas relacionados à preservação de cemitérios, patrimônio histórico, memória coletiva e valorização cultural desses espaços.
Idealizador da iniciativa, o procurador do Estado aposentado e professor César Barros Leal destaca que a proposta busca sensibilizar a sociedade sobre a importância da preservação dos cemitérios históricos como parte da identidade cultural e da memória das gerações que ajudaram a construir o Ceará.
A primeira reunião da Aliança contou com a participação de representantes de diversas instituições e carreiras públicas, entre eles o médico Wandemberg Morais; o defensor público da União Filippe Augusto do Nascimento; o professor Flávio Gonçalves; o juiz de Direito Magno Oliveira; o defensor público aposentado Adriano Josino da Costa; o coronel da reserva da Polícia Militar Bernardo Antonio Aguiar Caetano; o agrônomo Marco Antonio Melo Pessoa; o procurador do Estado Thiago Araújo Madureira de Oliveira; e o procurador do Estado aposentado César Barros Leal.
Os organizadores informam que novos integrantes deverão aderir ao movimento nas próximas etapas do projeto, que pretende mobilizar a sociedade civil em defesa da preservação da memória e do patrimônio histórico cearense.
