A crescente pressão por eficiência aliada ao avanço da inteligência artificial está acelerando a transformação das áreas jurídicas, ao mesmo tempo em que revela uma fragilidade estrutural: a ausência de diagnóstico claro sobre o nível de maturidade das operações.

Sem essa base objetiva, decisões sobre tecnologia, estrutura e investimentos continuam sendo tomadas, em muitos casos, com base em percepção, o que reduz a efetividade das iniciativas e limita ganhos concretos de eficiência.

Segundo Cristiano Ruiz, COO do b/luz, o setor enfrenta uma cobrança crescente por produtividade sem, necessariamente, compreender sua própria capacidade operacional. Esse cenário, afirma, compromete o retorno esperado na adoção de novas tecnologias.

Historicamente concentrado em atividades operacionais, o trabalho jurídico passa por uma mudança significativa com o avanço da inteligência artificial, que automatiza tarefas repetitivas e desloca o foco para funções mais estratégicas. Esse novo contexto exige maior organização, uso estruturado de dados e capacidade de planejamento.

Diante dessa transição, o diagnóstico do estágio atual da operação torna-se elemento essencial. Sem ele, há risco de investimentos desordenados e de baixa eficiência.

A discussão sobre maturidade operacional ganha espaço justamente por oferecer parâmetros mais objetivos de avaliação, considerando aspectos como governança, processos, uso de dados e tecnologia.

Com base nessa demanda, o b/luz desenvolveu a ferramenta maturity-score.ai, que propõe avaliar o nível de maturidade das operações jurídicas por meio de questionário estruturado. A plataforma gera um índice e indica ações prioritárias para evolução, com foco em curto prazo e acompanhamento contínuo.

A proposta, segundo Ruiz, é reduzir a dependência de decisões intuitivas e fortalecer a gestão baseada em critérios objetivos, permitindo maior previsibilidade e consistência nos resultados.

O movimento acompanha a consolidação de práticas como Legal Ops e gestão orientada por dados, em um cenário em que eficiência e previsibilidade deixam de ser diferenciais e passam a ser exigências concretas no setor jurídico.

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