A abertura da PEC Nordeste 2026, realizada no histórico Teatro José de Alencar, foi muito mais do que uma solenidade protocolar. O local escolhido carregava um simbolismo especial: unir a tradição cearense à força transformadora de um setor que, há muito, deixou de ser apenas parte da economia para se tornar protagonista do desenvolvimento do Estado.

À frente desse movimento está o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Amílcar Silveira. Líder dinâmico, inovador e profundamente identificado com o produtor rural, ele conseguiu transformar a PEC Nordeste em um dos maiores eventos do agronegócio brasileiro. Não foi obra individual, mas resultado da liderança firme de quem soube reunir uma diretoria operosa, coesa e comprometida com um projeto coletivo de fortalecimento da agropecuária cearense.

Ao caminhar pelos pavilhões completamente ocupados, lembrei-me das críticas feitas quando o Centro de Eventos do Ceará ainda era apenas um projeto. Muitos o classificavam como um “elefante branco”, uma obra grandiosa demais para as necessidades do Estado. Felizmente, a história costuma ser implacável com os julgamentos precipitados. Hoje, basta visitar a PEC Nordeste para perceber quem tinha razão. A decisão política do então governador Cid Gomes, executada com o entusiasmo e a visão estratégica do então secretário do Turismo Bismarck Maia, transformou um projeto contestado em um dos maiores patrimônios da infraestrutura econômica cearense.

O Centro de Eventos consolidou Fortaleza como destino do turismo de negócios e passou a sediar feiras, congressos e exposições que movimentam bilhões de reais e geram milhares de empregos diretos e indiretos. Ver a PEC Nordeste ocupando praticamente todos os espaços do equipamento é a demonstração concreta de que visão administrativa e planejamento de longo prazo produzem resultados.

Obras estruturantes não devem ser avaliadas pelo impacto do dia da inauguração, mas pela capacidade de transformar a economia durante décadas. Mas a grande lição da PEC Nordeste vai muito além da grandiosidade física da feira. Ela revela um Ceará que muitos ainda insistem em desconhecer.

Durante décadas, o imaginário nacional associou nosso interior quase exclusivamente à seca, à pobreza e às dificuldades impostas pelo semiárido. Essa realidade existiu e ainda persiste em algumas regiões, exigindo políticas públicas permanentes de inclusão social. Entretanto, ela já não representa a totalidade do campo cearense. Agora o interior vive uma verdadeira revolução silenciosa. Tecnologias de irrigação de precisão, genética animal, agricultura digital, inteligência artificial aplicada ao campo, energias renováveis, manejo sustentável e novos modelos de gestão transformaram propriedades rurais em empresas altamente eficientes. O resultado aparece na produtividade, na geração de empregos, no aumento da renda e na conquista de novos mercados. A PEC Nordeste é a vitrine dessa transformação.

Quem percorre seus corredores percebe que ali não estão apenas expositores vendendo produtos. Estão universidades produzindo conhecimento, startups criando soluções, pequenos produtores agregando valor à produção familiar, cooperativas ampliando mercados e grandes empresas apresentando as tecnologias que desenham o futuro do agronegócio brasileiro. Não por acaso, a feira reúne produtores, empresários, pesquisadores, estudantes, investidores e representantes de praticamente todas as cadeias produtivas do setor. É um espaço onde tradição e inovação caminham lado a lado.

A sessão solene realizada no histórico Teatro José de Alencar simbolizou exatamente essa convergência entre tradição e futuro. Sob a liderança do presidente Amílcar Silveira, a Faec demonstra que a agropecuária cearense deixou de ser apenas um importante segmento econômico para se tornar um dos pilares do desenvolvimento estadual.A PEC Nordeste já ultrapassou a condição de feira de negócios: tornou-se uma vitrine do novo Ceará, moderno, competitivo e capaz de produzir riqueza com tecnologia, sustentabilidade e conhecimento.

Ao deixar o Centro de Eventos, ficou uma convicção.

O futuro da agropecuária cearense já não está no horizonte. Ele está acontecendo agora, diante dos nossos olhos. O Ceará do século XXI já não pode ser compreendido apenas pela ótica das dificuldades climáticas. Ele precisa ser observado também pela capacidade de inovar, produzir riqueza e transformar conhecimento em desenvolvimento. Ao deixar a PEC Nordeste, ficou uma certeza.

O futuro deixou de ser promessa.

No campo cearense, ele já chegou.

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