A rotina forense impõe aos operadores do direito uma carga mental que frequentemente exige pausas para desconexão total. Em recente estadia de dois pernoites no Hotel Jaguaribe Lodge & Kite, em Fortim, avaliamos uma proposta de hospitalidade que se diferencia justamente pela ausência de elementos comuns da hotelaria moderna: o local não dispõe de aparelhos de televisão nem de ar-condicionado em suas dependências.
O que poderia parecer um ponto de desvantagem inicial revela-se o pilar da experiência. Pela sua localização e arquitetura, passei a denominar o hotel como a “Polinésia Cearense”. A analogia baseia-se em um contraste estrutural marcante: enquanto na Polinésia autêntica os bangalôs e passarelas de madeira são construídos sob a água, em Fortim toda a extensão do complexo — incluindo apartamentos e áreas de serviço — flutua sob estacas e passarelas suspensas sobre a areia da praia.
Essa escolha de engenharia preserva integralmente a topografia e a vegetação nativa, permitindo que a ventilação natural cumpra o papel térmico nos quartos. O ecossistema do hotel funciona de forma orgânica, com um serviço de atendimento resolutivo e um café da manhã farto.
Na segunda noite de hospedagem jantamos no vizinho Hotel Jaguaríndia Village, que integra o mesmo complexo. Ocupamos uma mesa no Restaurante JAG, cujo cardápio faz parte das indicações do Guia Michelin. O ambiente equilibra harmonia visual com pratos bem executados.

Restaurante JAG
Os custos tanto da hospedagem quanto da gastronomia alinham-se de forma justa com a entrega oferecida. Registramos que todas as despesas foram pagas integralmente por este editor, assegurando a isenção necessária para esta recomendação no Diretório Viver. Para magistrados, advogados e promotores, o complexo em Fortim consolida-se como uma alternativa original de isolamento no litoral do Ceará.
